quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mary e Max

       
 Mary e Max traz umas emoções engraçadas.
quando o file começa, você se sente leve e esperançoso, a sena introdutória, que é meiio longa, te deixa ansioso pelo que vai vir. mas ai você conhece os personagens e se sente meio triste por eles, porque acho, que há muita identificação em mim mesmo.
       

 Mary Dasy Dinkle é uma garotinha muito fofa, mas sozinha. não tem irmãos, sua mãe bebe o tempo todo e está sempre desmaiando ou roubando alguma coisa no supermercado e pondo dentro das roupas; o pai empalha animais que encontra na estrada e quase, ou nunca, dá atenção pra família, sobra a Mary a companhia de seu Galo de estimação, (que sobreviveu do abatedouro ao cair de um caminhão). como companhia ela tem apenas os Doodles ( acho que se escreve assim, não sei), seus bonequinhos de seu desenho preferido.
                                   
Max Jerry Horowitz é um senhor de 44 anos de idade, mora sozinho e tem síndrome de asperger, se sente nervoso e ansioso com situações novas, e não entende o comportamento das pessoas, tem um peixe dorado, ou vários, já que toda semana ele acaba morrendo e sendo substituído por outro, sua companhia sãos seus animais de estimação, e uma velhinha que vem visitá-lo as vezes, e mesmo com os conselhos de seu terapeuta ( que não serve pra nada) ele ainda não entende várias coisas.
         O filme gera sensações diferentes, porque os personagens são cativantes, eu me apaixonei pela personagem Mary de tão fofa que ela é, é engraçadíssimo quando ela confunde os termos e acha que o medo de gente é "homofobia". fiquei rindo toda vez que lembrava disso. Na história ambos acabam se conhecendo e ficando amigos a distância, por meio de cartas ( Max é de Nova Iorque; Mary, da Austrália ). mesmo coma grande diferença de idade, ambos partilham das mesmas dores e dúvidas, e questões pertinentes sobre a sociedade, religião, sexo, relacionamentos em geral e amor.
Mary e Max é um lindo filme, triste em seu conteúdo, mas singelo também. a muito tempo queria ter alugado ele para ver, e finalmente pude aproveita-lo.
         Em tempos como hoje, onde as pessoas mesmo rodeada por pessoas, ainda são solitárias, encontramos em amigos de longe em redes sociais, pessoas que possam nos entender, mais do que aquelas que estão do nosso lado, é um paralelo interessante com a animação. A solidão e a necessidade de compreensão e amizade não muda, na década de 70, ou mesmo hoje, em pleno 2014.
Filmes em stop motion tem a qualidade de captar as sutilezas do ser humano, Mary e Max capta as nossas próprias, no momento em que vemos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

This is Halloween! - cinco filmes legais para se ver nessa data

Halloween é hoje, o "Dia das Bruxas". data de origem celta que hoje em dia é vista como um evento cultural em países de língua inglesa. Para não dar uma de wikipédia, no post de hoje vai aqui umas dicas de filmes legais para se ver na data. Alguns leves, outros nem tanto!


Romance:


  •  Edward Mãos de Tesoura: Filme legal, com tom sombrio, porém bonito e romântico. Edward é um experimento de um inventor que o criou, mas infelizmente morrera antes de termina-lo definitivamente e colocar nele mãos, deixando ele eternamente com mãos provisórias de tesouras. uma simpática vendedora o acha e o leva para morar em sua casa, ele acaba se apaixonando e virando uma figura estranha e incomum na vizinhança.












Desenho:


  • O Estranho Mundo de Jack: mais halloween, impossível. Jack é um ser meio (meio?) esquelético, que vive em uma cidade/ dimensão, cheia de criaturas sobrenaturais que sempre comemoram o Halloween, mas jack se cansa dessa monotonia e num passeio pela floresta encontra vários portais, um deles, a cidade do natal. Fascinado pelo que vê ele toma o objetivo de repassar o espírito natalino que contemplara aos demais cidadãos da cidade. ( vale tanto como filme de Dia das Bruxas quanto de natal. 2 por 1! kk) 











 Terror: 


  • A hora do Pesadelo: Um homem deformado ataca adolescentes em seus pesadelos, entretanto a morte pode se tornar real se você dormir por tempo o suficiente, Freddy Krueger tem o poder de invadir o sonho das pessoas e matá-las em busca de vingança pelo que fizeram com ele no passado, ao queimarem-no por molestar crianças ( merecido) 









  •  Sexta Feira 13:  Depois de muito tempo fechado, alguns monitores vêm passar uns dias no local que por muitos ficou conhecido como o "Acampamento Sangrento". Ignorando os avisos, eles preferem se divertir e passar o final de semana cantando e fazendo amor. Mas não esperavam que alguém fosse brincar de "Mate o Monitor". Assim, um por um eles vão morrendo sem que os outros descubram. 










Ação:


  • O Corvo: As vezes os corvos trazem os mortos de volta a vida para consertarem o que não foi resolvido em vida. Eric Draven, perde a namorada que é violentada e morta, logo em seguida ele também é morto, jogado pela janela. trazido de volta a vida por um corvo sobrenatural, ele jura vinçança para aqueles que tiraram seu amor de seus braços. um filme ótimo, com tom gótico e trilha excelente!



Aproveitem e feliz Halloween pra vocês! 3:-)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

O monge em chamas


                                  


A imagem do monge em chamas registrada por Browne gerou repercussão em todo o mundo (Foto: Malcolm Browne/AP/Arquivo))
       

A guerra do Vietnã (1959-1975) foi um conflito bélico bastante complicado envolvendo alguns países. o 
esta fotografia foi tirada em 8 de junho de 1963. Um jornalista, Malcolm W. Browne ouviu boatos de que um monge planejava atear fogo a si mesmo em praça pública como forma de protesto. 
       O fato era que os monges budistas, tanto quanto qualquer outros estavam sofrendo um regime opressor e ditatorial do então presidente na época Ngo Dihn Diem, um mandado cercado de corrupção autoritarismo e proibições. O presidente sendo católico restringia ferozmente a liberdade de expressão e religiosidade, criando um conflito principalmente com os monges budistas do país. Várias tentativas de acordos com o presidente foram ignoradas e punidas.
Em 1963 Malcolm fotografou o monge Thích Quảng Ðức em chamas, rendendo a ele posteriormente um prêmio por captar um momento tão dramático e marcante na história da humanidade. Thích se tornou um símbolo de liberdade.

      Curiosidades


  • Após a morte do monge, a única parte de seu corpo que permaneceu intacta foi o seu coração. Tornando o perante seus semelhantes, um Bodisatva. Um iluminado.
  • A auto-imolação é a prática de atear fogo a sí próprio, geralmente em forma de protesto ou martírio.No hinduísmo e xintoísmo, a autoimolação de maneira ritual é tolerada, como forma de devoção, protesto ou renúncia. Na Índia ocorria a prática do chamado sati ou sattee, onde viúvas de certas atiravam-se à fogueira da pira crematória do finado esposo. O governo indiano baniu o ritual em 1829, mas algumas mulheres da zona rural ainda o praticam.
  • Mesmo em chamas, o monge permaneceu sereno, não gritou ou fez qualquer ruido. meditando até o fim.
  • O prêmio Pulitzer  é um prêmio americano  dado a quem realiza contribuições significativas para o jornalismo, literatura ou música, do qual Malcolm ganhou em 1963
  • A mesma foto pode ser encontrada na capa do primeiro CD da banda Rage Againist The Machine
  • É possivel ver o ocorrido nos créditos iniciais do filme Watchmen, onde aparece uma TV  ao fundo de uma cena. não tenho certeza se era o ocorrido real, ou uma reprodução feita para o filme ( ele se passa na década de 80, mas começa em 1950 e passa por 1960 também.  


          Ao ver uma foto como essa imagino a capacidade que alguém tem para lutar por um ideal, mesmo que tenha que sacrificar a própria vida. Penso também na sociedade de hoje em dia, os jovens e adultos apáticos e sem força de vontade para mudar o mundo. É algo a se pensar...




domingo, 17 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia

Hilário é a palavra certa para esse filme. Não vou dizer que ele foi uma surpresa, porque na Marvel eu confio, e baseado no que ela vem fazendo com suas produções cinematográficas ultimamente ela vem agradando muita gente.
       O maior lance dos Guardiões da Galáxia era que o público grande, ou seja, os leigos que não entendem de HQs, não conheciam o grupo, que não é novo, ele existe dez de os anos 60, mas que nem sempre foi muito visado, sendo um esquadrão B, por assim dizer. mas quando os filmes da Marvel chegaram a um ponto onde Thanos aparece ( Os Vingadores), era necessário uma ponte narrativa que interligasse o vilão cósmico aos heróis da terra. e Peter Quill serviu muito bem a esse proposito.
       A história basicamente é  seguinte, Peter era um garoto humano normal, que infelizmente perdeu sua mãe ainda criança, e ao fugir do hospital, triste e coisa e tal, é abduzido por uma nave. o filme corta e ele já é adulto, um mercenário, um ladrão que rouba artefatos valiosos sob a alcunha de Star Lord. Entretanto um artefato que ele roubou é procurado por Ronan O acusador, por ser uma das jóias do Infinito ( seis jóias existem, juntas você pode se tornar um deus e controlar o tempo, espaço e realidade ao bel prazer).    
   A partir daí o vilão Ronam manda Gamora, sua subordinada para pegar o artefato, a moça, conhecida como " A mulher mais mortal da Galáxia; outros dois personagens entram em ação, Rocket Racoon ( voz de Bradley Cooper) e Groot ( voz de Vin Diesel), e depois Drax. Cada personagem tem algo de muito legal que te faz gostar dele imediatamente. enquanto Rocket parece um bichinho fofinho, na verdade tem um comportamento totalmente desaforado; Groot, que só diz " I am Groot" é o mascote por assim dizer, Drax peca por nunca entender metáforas e as vezes fala coisas e entende ao pé da letra, que fica muito engraçado. 
      Aliás, tudo neste filme é engraçado, a cada cinco minutos você ri de alguma coisa que eles falaram ou um plano mirabolante; um tom refrescante para uma suposta seriedade de filmes anteriores da Marvel, porque aqui tudo é mais mente aberta, você aprecia tudo de forma melhor. Mas não significa que a comédia seja uma muleta, ela é consequência da história, que é muito bem amarrada, SPOILER ( quando o Thanos aparece em sua poltrona... eu simplesmente pirei)
Vale muito apena ver esse filme, não se preocupe se você nunca ouviu falar em Guardiôes da galáxia, seu dinheiro vai ser muito bem gasto no ingresso, além é claro, da trama ser de vital importancia para o andamento da fase 2 da Marvel nos cinemas e ao possível clímax da fase 3 com a batalha contra Thanos.

PS: a trilha sonora é sensacional, coisa de anos 70 e 80, perfeitamente caindo nos momentos certos, eu fui correndo atrás de cada música.
Thanos aprove this movie 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A Janela Secreta

 Com uma música incrível de tensão e um plano de câmera ininterrupto abrem esse filme, que por acaso gostei bastante. 
       Para quem não sabe, e nem eu mesmo sabia, grande internet, obrigado!, Janela Secreta é baseada num conto do escritor mais que famoso Stephen King, chamado " Janela secreta, jardim Secreto", um dos contos de um conjunto desses chamado "Meia Noite e Dois".
       A história segue com Morty Rainer, um escritor ( interpretado por Johnny Depp, que após descobrir sua esposa com outro num motel qualquer, se divorcia dela e vai morar numa casa do lago, por lá ele tenta escrever alguma coisa, enquanto as lembranças desagradáveis ainda o incomodam, mesmo seis meses depois. em um dia desses um homem estranho de chapéu e sotaque caipira chamado John Shooter bate a sua porta, acusando-o de plágio por roubar uma história, que aparentemente ele havia escrito. 
       Morty, é claro não gosta nada disso, mas o homem não desiste, e o persegue a todo momento, num clima de tensão e medo, sob um homem desconhecido e aparentemente hostil a espreita o tempo todo. dizer mais do que isso pode estragar os detalhes do filme, que vale a pena ser visto, para quem gosta de histórias com personagens escritores (como eu); para quem gosta de um bom suspense psicológico (como eu) e para quem é fã de Stephen King (também como eu). um final inesperado e uma atuação diferente do Depp que a maioria ouviu falar em seus trabalhos de Tim Burton, além é claro de (John Turturro). 

PS: o final, pode não ser inovador, mas te pega pelo laço e te deixa atônito com as revelações finais.

PS: a trilha de abertura traduz em música a escrita de King. acho que é a música mais parecida com o estilo de um autor, se é que isso existe.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Inferno - Dan Brown

       Eis um livro que eu quis terminar o mais cedo possível. para alguém que não sacou os tramites de Da Brown em sua narrativa, pode ler esse livro tranquilamente e  até gostar dele. mas para quem já percebeu, como eu, que lendo um ou dois livros dele, você já sabe como vai funcionar a história, esse vai ser um horror. e para mim foi quase isso.
       Não me levem a mal, quem goste do autor, mas o fato é que, você precisa concordar que ele não é nada criativo. ele criou uma maneira de contar histórias e vai ficar nisso para sempre.
       Na história, o personagem Robert Langdon ( que eu sempre imagino como o Tom Hanks, por causa dos filmes) acorda em um "hospital" com um ferimento de bala na cabeça e completamente desmemoriado. O problema é que estão caçando ele como se ele fosse um criminoso por ter feito algo, que ele sequer se lembra.            Logo um monte de coisas vão aparecendo, ele conhece uma doutora loura que se envolve na loucura toda e acaba se juntando a ele para ao mesmo tempo que fugir de quem queira matá-lo, também descobrir o porque do motivo de quererem-no  morto, e porque ele foi parar na Itália, quando dois dias atrás ele estava nos Estados Unidos. o problema fica pior ainda quando mais tarde ele descobre que possui pistas para deter um plano que aparentemente irá como uma praga, dizimar grande parte da população, planejado por um alguém inspirado na Divina Comédia.
       O tempo todo do livro as referencias a divina comédia existem a solta, as frases, a história do escritor, trechos e etc... o que te leva a uma descoberta interessante sobre a história, principalmente para quem não conhece de perto o poema épico ( tipo eu que ainda não li).
mas ai que a coisa exagera ao nível irritante. Dan faz duas coisas que me deixam fulo da vida

1: correr numa cidade sem parar atras de pistas para resolver o quebra cabeças antes que o tempo acabe

2: descrições dos prédios, lugares e obras, como se fosse um guia turístico

       Essas duas coisas me irritaram muito e me deixaram varias veses com vontade de simplesmente parar de ler de tão entediante, não pelo fato histórico artístico, mas porque a narrativa ficava sendo interrompida o tempo todo em passagens longas de explicações...
       Quando eu li inferno eu já havia lido Ponto de Impacto ( que eu mesmo comprei ao invés deste, que ganhei) então, eu saquei na hora que haveria um ponto que te levasse a acreditar que tudo aquilo tinha um motivo, mas que no fim, havia um porém, que mudava toda a ideia que você tinha da história. eu não percebi, talvez por preguiça, mas eu já sabia que uma reviravolta estranha ia aparecer e me decepcionei...
tudo que eu posso diser desse livro é que eu dei uma chance a ele, e ele não correspondeu como eu pensei, prova disso foi que eu fiquei aliviado quando terminei as ultimas linhas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Transformers: Era da extinção (mais do mesmo... só que com gente nova)

     
 Em primeiro lugar, quando eu fui no cinema, eu não pretendia ver esse filme, na verdade o que eu queria ver ia começar as 16:00 mas pra não ficar lá esse tempo todo esperando fui ver esse mesmo.
não há muito o que se dizer de Transformers era da extinção, pra quem não sabe, Transformers são brinquedos da empresa Hasbro, então, roteiro é o que menos vai importar nessa equação.
        Até o terceiro filme os Autobots eram vistos como ajuda a terra, e até trabalharam com o governo para impedir o avanço dos Decepticons (a facção do mal); mas depois do estrago enorme do terceiro filme, o governo quebrou a aliança com os robôs alienígenas e resolveram caça-los (puta ingratidão); agora o novo vilão mandado dos criadores dos Transformers é mandado a terra para leva-los de volta a seus "donos" e coisa e tal. não vale muito a pena falar muita coisa, afinal, o que mais importa é a porradaria.
Michael Bay já virou diretor fanfarrão. adora uma explosão por nada e destruição geral e doida. quando você acha que as cidades já não se ferraram o suficiente, ele sempre dá um jeito de por robôs lutando em outra cidade do outro lado do mundo, tipo num rodízio. 
          A maior parte da sala de cinema estava cheia de pivetes (uma escurção eu acho) o que atrapalhou um pouco. já é ruim adultos mexendo em saquinhos de batata, criança então... mas esse é o publico alvo, ninguém vai ver Transformers achando que vai ver um filme bom. apenas um filme.
só gostaria que houvesse uma mudança na coisa, parar de incluir núcleo humano nos filmes. seria legal um filme que se passasse em Cybertron e que só tivessem Optimus e companhia, porque são os personagens que realmente despertam o carisma, ninguém merece mais um casalzinho atoa, que só serve pra menina aparecer de short curto em ângulos devidamente planejados... eu não dou a minima se eles vão viver no final, por isso seria melhor se concentrarem nos robôs mesmo.
        Resumindo, Transformers: Era da extinção é mais um filme dos Transformers, e por mais que eu goste do Optimus e do Bumblebee, eles não disfarçam a falta de história. 
     Infelizmente eu não consegui ver o filme que eu queria verdadeiramente ver, já que a fila estava absurdamente grande... fica pra uma outra vez...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ninho de Fogo: a mestiça

     
 Ser escritor independente é complicado. Eu diria, que bastante complicado, e quando algum escritor independente consegue ultrapassar esses obstáculos que só quem faz conhece, é louvável e digno de parabéns. Camila Deus Dará conseguiu escrever seu tão sonhado livro, e o melhor de tudo, com potencial para ir mais além.
      Ninho de Fogo é um mundo paralelo onde além de criaturas magicas básicas, existem duas raças de pessoas, as bruxas e os que se transformam em dragões. Melane é uma princesa deste mundo que fora mandada para crescer longe dele por um motivo: proteger a sua vida. Acontece que híbridos de bruxa são proibidos por uma lei, e ela é uma mestiça, pois seus pais eram uma bruxa e um homem dragão.
       Ela cresceu sem saber de nada, inclusive de que é a princesa de ninho de fogo e que seu avô está querendo matá-la pois seus poderes podem ameaçar o seu poder. mas ela não está sozinha, pois seu grande amigo David ( que na verdade é um homem dragão de ninho de fogo) cuida dela desde que ela era criança. mas uma hora ela terá que adentrar sua terra natal e enfrentar seu avô e trazer de volta a paz que a muito foi perdida.
       O livro me deixou com opiniões divididas, então vou citar os pontos forte e "fracos" da história.

Pontos fortes:  
  • A história não é longa demais, os acontecimentos são mais práticos e diretos, sem grandes enrolações tolkianas.
  • Alguns personagens despertam interesse, como Jack ( meu preferido)
  • há momentos em que a opinião e o que o protagonista acha nem sempre é o correto, e as vezes a fala muda para outro personagem. isso facilita na hora de entender as posições e opiniões dos personagens.
  • Autora corajosa, que da a cara a tapa e mostra que escritores independentes podem mostrar um material de qualidade que editoras convencionais cometem o erro de ignorar.


Pontos fracos: 
  • Embora Ninho de Fogo pareça ser grande, os acontecimentos do enredo são muito localizados, a impressão que dá é que o castelo do vilão fica virando a esquina, a floresta fica alí atrás da moita e etc, talvez a autora tenha definido assim mesmo, mas talvez fosse legal dar a impressão que nem tudo é tão perto assim; espero que o universo se expanda no próximo volume.
  • As coisas as vezes parecem fáceis demais. Melane é uma garota cheia de magia, tem uma espada mágica que decepa dragões do mal sem ela nem ter que fazer muito esforço. a ideia de um protagonista que tem as coisas de mão beijada é meio chato. 
  • Triângulo amoroso... eu disse na minha resenha de A esperança que não gosto de triângulo amoroso, porque não gosto nem um pouco de gente que não sabe o que quer da vida, e quando isso se reflete em quem você vai beijar hoje, eu me irrito. e depois porque na maioria das veses a personagem não fica com o personagem que eu quero que ela fique kk


       No todo, eu gostei do livro e fiquei contente ao notar a qualidade. Camila escreve muito bem e a leitura flui sem muitos problemas, o segundo volume ( e vem um segundo volume) me deixou com vontade de ler e ver o que vai acontecer, já que acontecimentos foram revelados,que deixam as coisas um pouco ( ou muito mais complicadas), além da vontade de saber quem a personagem vai escolher, ou não. Ninho de Fogo é promissor, tem potencial, por ter um publico que conhece a autora ( e isso ajuda muito quando você está começando sozinho, mas além de tudo, por ter uma boa escritora que conduz bem as coisas. que venha mais dragões!

Ps: O livro se encontra a venda na Amazon, num preço camarada, vale a pena, garanto.  http://www.amazon.com.br/Ninho-Fogo-Camila-Deus-Dar%C3%A1-ebook/dp/B00K5W0DKA
      
Para mais informações visitem o blog da autora: http://ninhodefogo.blogspot.com.br/

sábado, 26 de julho de 2014

O diário de Anne Frank ( edição definitiva)

Faz tempo que eu queria ler esse livro, pelo legado histórico e tals, e mês passado eu consegui .
       O diário de Anne Frank não é um livro que você possa dizer que se apegou a tal personagem e coisa parecida, porque não há personagens, todos são pessoas reais.
       Anne Frank, uma jovem garota judia é obrigada a viver com sua família numa casa por dois anos por medo de serrem levados pelos nazistas devido a guerra que se passava. ela, sua irmã, mãe e pai se juntam a mais algumas outras pessoas e ficam morando numa especie de prédio com cômodos escondidos, chamado de anexo secreto.
       Todo o livro é o próprio diário de Anne que ela dá o nome de Kitty, lá ela escreve sobre o cotidiano da família e dos moradores do anexo, seus dramas, de convivência com sua família, principalmente de sua mãe e a senhora Van Daan... a cada capitulo, ela se revela um pouco mais e vamos conhecendo cada pensamento que ela guardava para si e apenas para seus escritos. os horrores da guerra, a solidão, e os problemas práticos de se conviver com gente desconhecida, além das próprias questões internas de uma pré adolescente que nem sabe direito o que sente, apenas sente, e nem sempre encontra alguém para desabafar. e no final, todos somos Kitty, cada um de nós que lê, é o confidente dela, a quem ela confia suas questões e somos gratos por isso, ao menos eu sim.
       Infelizmente a pior parte de se ler esse livro, é que ele para bruscamente, e o que sobra é uma nota explicativa, sobre o que se acontece a seguir, o diário se interrompe, e você sabe o fim da história. agente se sente desamparado, por desde o inicio saber o final daquela doce garota, mas por mais que agente saiba, durante a leitura agente se afeiçoa, e no fim, o baque...
é o livro que eu considero obrigatório. daqueles que todo ser humano deveria ler uma vez na vida, para que tenha conhecimento dos horrores que uma guerra pode trazer, e principalmente da intolerância humana perante aos outros que são exatamente iguais a você. todos trazem algo em seu coração e se as pessoas dessem a oportunidade de ouvir o que o outro traz no seu... talvéz nunca mais, coisas como essas aconteceriam com uma linda garota, cheia de opinião, sonhos e amor.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ruby Sparks

     
 Eu estou sempre procurando algum filme onde tenha um escritor na história, e quando achei este, fui logo me interessando em ver. Ruby Sparks é um filme  sobre um escritor e sua escrita. sobre ele e sua criatura.
a história é mais ou menos assim: Calvin Weir Fields é um escritor absurdamente famoso, famoso por ter publicado um livro muito elogiado ainda muito jovem, entretanto não da pra viver pra sempre do passado, ele precisa escrever algo novo, mas não consegue. Calvin frequenta um psicologo mas nada funciona até que ele lhe propõe um desafio.
       Depois de um sonho inspiratório sobre uma garota ele encontra a vontade que lhe faltava e escreve finalmente. dá nome a ela de Ruby e o personagem principal ( provisório) de Calvin. mas no outro dia de manhã a garota simplesmente aparece na sua cozinha, como se estivesse dormido lá na noite passada, claro que qualquer um se acharia louco em uma situação como aquela, mas ao contrário do que parecia, outras pessoas também podem ve-la. logo a sua criação realmente criara vida, e ela é interessante o suficiente para que os dois namorem pra valer. o que me diriam se pudessem criar sua garota, ou garoto perfeitos? se pudessem colocar neles todas as qualidades que você gostaria de ver nessa pessoa? 
     

 Ao longo do filme, Calvin convive com sua criação, apresentando-a a sua família e a seu irmão ( a primeira vez que ele conhece a namorada de Calvin é muito legal e divertida). mas como um filme de drama deve ser, as coisas vão ficando meio fora de controle, Ruby vai se desmembrando do ideal de garota perfeita que Calvin imaginou e se tornando uma pessoa, como qualquer outras, com defeitos, e Calvin tenta mudar isso escrevendo coisas e mudando os acontecimentos. contar mais do que isso não seria interessante, porque vale mais a pena experimentar a sensação dos eventos por si próprio.
o personagem Calvin não é bem um personagem divertido ou carismático, não é um protagonista daqueles, é até um cara monótono, mas ver a historia por seu angulo deixa uma margem de análise sobre o que faríamos nessa situação, que é o que ele faz. o filme meio que deixa duvidas: eu acredito que ele realmente ele criou a garota e ela realmente existe ali; ou eu criou uma teoria de como ela existe alí, algum tipo de simbolismo? acho que qualquer uma das duas valha.
       O filme pode não ser o mais original do mundo e nem pode ser o mais inovador, ou pode ser exatamente o mais completo. mas dentro da  mensagem que quer passar, é bem competente.
   Para uma pessoa comum, uma lição de relacionamento, para uma pessoa comum e escritor (a) uma lição de relacionamento com uma homenagem a como nós podemos trabalhar com nossas criações, entendermo-as todas, a ponto de suas palavras criem. e afinal de contas, fazer nossos personagens reais, é sonho de todos nós escritores, não?

Ps: os diretores são os mesmos do filme premiado Pequena Miss Sunshine, acho que por isso, vale um voto de confiança.

domingo, 22 de junho de 2014

Assassin´s Creed: Revelações

 
 Ah o tempo... que inimigo traiçoeiro, ou seria, um professor? No ultimo livro da história de Ezio, o tempo é mais um dos grandes protagonistas da história.
     Ezio auditore está mais velho, na casa dos cinquenta e tantos, de barba e cabelo meio grisalho, mas de lâminas tão afiadas e mortais como nunca. agora ele é um mentor, o mais alto grau na hierarquia da irmandade, mas tem que deixar sua terra natal, não para derrotar inimigos, mas para buscar respostas.
em Assassin´s Creed revelações, Ezio vai até Masiaf, antigo QG dos assassinos, para buscar por lá a biblioteca secreta criada por Altair, o maior assassino que a ordem já teve. Altair antes de morrer criara essa biblioteca, com o intuito de deixar um rum para os futuros assassinos, lá a porta é aberta por cinco chaves, que devem ser encontradas e encaixadas nas aberturas, mas seus inimigos tem algumas, e Ezio precisa, além de resgata-las das mãos dos templários, encontrar as outras que faltam.
nesse livro ele vai a Constantinopla, até então, capital do império romano.
     Não dá pra contar muita coisa sem dar spoiler, mas dá pra dizer que esse livro é o melhor da série na minha opinião, o jogo é o menor da saga de Ezio, mas traz coisas importantes pra história e termina de forma bela e emocionante. outra coisa que é muito legal, é a participação de Altair na trama,que é como um segundo protagonista, já que memórias do passado são revividas para que as coisas sejam respondidas, uma de cada vez, ao longo dos capítulos, Altair é o meu preferido, e ver ele de novo já me deixa feliz.
novos personagens são introduzidos, como a sofia, ah, bela sofia, dos cabelos vermelhos... ou seria marrom avermelhado?, Yusuf, que é o líder locar dos assassinos é o meu personagem preferido, gosto do estilo e das roupas que ele usa, é por parte dele que Ezio aprende a usar novas armas, como bombas e a lâmina ganho, o "bico de águia", parece que cachorros velhos podem aprender truques novos, né Ezio?
     Para não falar que o livro é tudo de bom, posso dizer que a parte chata é ter uma ideia de onde vai dar, não que fique evidente, mas é que no jogo, você não sabe o que se passou com Altair, mas para quem leu "A Cruzada secreta" conhece um pouco o futuro dele, mas ainda assim, informações novas são dadas, e isso ameniza as coisas.
vale a pena ler, porque aqui uma era se acaba , e quem sabe o que virá para o futuro...

Ps: a capa é muito bonita  :-)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Assassin´s Creed: Irmandade

   
Olá pessoas que nunca visitam meu blog, sinto muito tantos dias sem postar nada, ( ninguém visita mesmo...)
     Hoje eu vou falar um pouco sobre o livro Assassin´s Creed Irmandade.
então, ler esse livro foi uma experiência razoavelmente incômoda. O livro é assim tão ruim?
pelo contrário, essa é, na minha opinião, a melhor período de Assassin's Creed com o Ezio. O problema maior foi com o livro em si. ele era em versão econômica. para alguns parece frescura, e fico tentado a concordar, mas as vezes a aparência do livro influencia bastante na diversão. Quando eu comprei ele, ele estava embaladinho nu saquinho, e nem deu pra perceber que era aquilo...
     Mas falando da história, esse livro é a novelização do segundo jogo do protagonista Ezio Auditore, ou terceiro jogo da cronologia, se você contar a partir do Altair. aqui, alguns aninhos se passam, e embora Ezio tenha "derrotado" o vilão do livro/ jogo anterior, outro pior e mais insano aparece: trata-se de Cesare Bórgia, filho de rodrigo Bórgia, o vilão de Assassin's Creed 2. Cesare é bem mais ambicioso, mortal e jovem, fora que ainda tem aliança ( meio incestuosa) com sua irmã, Lucrécia Bórgia. aqui, Auditore vai para o centro do poder templário, Roma. a cidade é incrível, sério, para quem jogou, sabe o que eu digo.
     A parte mais legal é que a partir daqui, o credo de assassinos passa a se expandir, não muito evidente no livro, mas no jogo sim, onde você recruta cidadãos para a causa. as participações de personagens interessantes é maior, como Maquiavel, e Leonardo Da Vinci. O assassino começa a perceber o fardo que carrega, de reestruturar a causa dos assassinos contra os seus inimigos, os templários; e seu coração bate mais forte  por Caterina Sforza... Pena que... Não vou dizer! kk
     É um livro muito bom, e na minha opinião bem carregado e interessante, e não só para quem conhece os jogos, mas para quem gosta de uma boa aventura histórica

ps: sim, eu odeio livros em versão econômica, o papel é ruim, o livro é molenga e estraga mais fácil, e não tem uma arte legal, com relevos e tals...

ps2: aconselho muito pesquisar sobre a família Bórgia, que existiu de verdade, também sobre os Sforza, Maquiavel e Leonardo Da Vinci

domingo, 25 de maio de 2014

Assassin´s Creed: Lineage

     Assassin´s Creed: Lineage me trouxe grandes dúvidas se era um live action com atores caracterizados ou se era um filme em computação gráfica. e a resposta é a segunda. Não sei que técnicas eles usaram, mas teve momentos que ficava difícil ter certeza das coisas kk, recomendo o filme, que é bem curto, tem uns 35 minutos, principalmente para a galera que curte a saga do ezio, lembrando que o filme se foca antes dele se tornar um assassino.
na história o pai de Ezio é o protagonista, que as vistas de todos é um grande banqueiro, mas que nas horinhas vagas, serve á irmandade. Lorenzo de medici mantém a Itália unificada, mas os Borgia planejam um atentado para derrubá-lo de seu poderio, Giovanni Auditore, o pai de Ezio, fiel servidor de Lorenzo é o único capaz de impedir  os planos de seus opositores.
para quem já jogou Assassin´s Creed 2 sabe no que isso vai dar, ou deu, em fim, mas é interessante saber como era Giovanni, quando servia a ordem em seus tempos de pulador de telhados, e quem já jogou AC 2 só vai se inteirar mais na história e se aprofundar no enredo pra lá de interessante.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Superman: Paz na Terra e Batman: Guerra ao crime

     Dentro da vasta lista de personagens que a aditora DC Comics guarda, dois dos heróis são os pilares principais do conceito de herói da editora, Superman e Batman, des de sempre ambos tiveram divergências de atitudes, personalidades e formas de agir. Superman, cresceu numa fazenda no Kansas, e embora tenha um passado trágico, pela extinção de sua raça inteira, inclusive seus pais, quando seu planeta natal explodiu, Clark,ou Kal-El nunca havia presenciado a violência e as perdas trágicas que afetam de verdade nosso caráter. Clark cresceu achando que havia bondade nas pessoas, e que embora houvessem pessoas ruins no mundo, a esperança de que um único ato feito por um daria o exemplo para a mudança em outros.
     Já Bruce Wayne, não teve a mesma sorte. Já na infância conheceu a dura realidade da impotência sobre a violência, a dor e o sofrimento, ao saber que nem todo o dinheiro do mundo pode te proteger de fatalidades. seus pais foram mortos na sua frente, Bruce ainda criança perdia seus pilares. Como Batman, ele adota um pensamento diferente, achando que a justiça dele deve ser trazida através das sombras, de forma escondida, mas presente, ele quer que os bandidos tenham medo de sua figura fantasmagórica projetada nos becos, da mesma forma que inocentes já sentiram, nas mãos de assassinos, traficantes e estupradores.
   


 Em Superman: paz na terra, Clark se pergunta o que poderia fazer, depois de se deparar com uma moradora de rua, o que ele poderia fazer para acabar com a fome no mundo, como Superman ele pede o auxilio dos governos mundiais que relutantes e descrentes, oferecem seus excedentes de produção para serem doados mundo a fora. no caminho o herói vai se encontrando com diferentes tipos de sociedades, aquelas que o acolhem com louvor, e aquelas que o despejam longe, pois sua ajuda é uma ofensa hipócrita. se depara com governos oportunistas das quais nem mesmo ele poderia dar um jeito, simplesmente na porrada. ao fim de tudo, ele descobre que sozinho não poderia alimentar a todos todos os dias, e que a fome do mundo vai mais do que só de alimento, de que se deve pescar, e não só receber o peixe, de que a mudança deve acontecer primeiro em cada um.
    Em Batman: guerra ao crime, o herói chega em uma loja recém assaltada, encontrando como único sobrevivente, um garoto. Tão perdido como ele mesmo estava quando perdera seus pais. Como Bruce Wayne ele conhece o mundo dos negócios e da manipulação por lucro, ele vê homens que investem seu dinheiro em hotéis, e simplesmente viram as costas para os problemas que as pessoas estão tendo, em meio as festas luxuosas, ele se disfarça, escuta a podridão de uma sociedade que é tão criminosa quanto os ladrões maltrapilhos dos becos. Bruce é o disfarce, quem ele é de verdade, é de quem os bandidos correm, o morcego. como Batman ele entende que a sociedade corrupta precisa de agentes que a limpem, que tragam a justiça que nem sempre os policiais asem, e que por vezes se calam, ao ter as mãos "molhadas". Batman acredita que sua luta valerá a pena, se ao menos um pobre garotinho puder ter seu futuro transformado, de um caminho escuro, para a vida correta.

     Os heróis tem formas de pensar diferentes, maneiras de agir.Um prefere o exemplo claro como o dia, o outro prefere inspirar pelas ações ao anoitecer.
     Ambas as Hqs terminam com conclusões parecidas. Nada poderá ser feito por uma só pessoa, por mais recursos que ela tenha, ou por maiores que sejam seus poderes, um só não vai mudar o mundo em um dia. mas eles podem ser o exemplo. eles podem ser a faísca da mudança, o fogo que inspira para que outros depois deles, pensem diferente, que hajam e que mudem o mundo, para que o amanhã seja realmente brilhante.
Excelente leitura, para quem é fã, e para aqueles que querem uma boa reflexão sobre a natureza humana, mesmo que vinda de super-humanos.



*A Hq foi escrita por Paul Dini, responsável dentre outras coisas, por roteiros das animações do Batman e do Superman, aquelas com o design quadradinho, precedente do desenho da Liga da Justiça.
Os desenhos foram feitos por Alex Ross, sem adjetivos o bastante para descrever sua arte!
   

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Daytripper

 
   Em Daytripper a questão da vida é abordada como é abordada em tantas grandes obras literárias, mas aqui ela carrega dois pontos especiais: o primeiro, traz um sentimento caseiro, brasileiro, uma forma única de se contar uma história para todos nós, feita por quem é daqui; e dois, por ser uma história em quadrinhos, e transmitir o silencio e as emoções, que só o desenho tem a capacidade de fazer.
a arte é completamente adequada, cada traço, cada linha não reta, a história chega aos seus grandes momentos, em trechos de silencio, onde não há diálogos, é aquele momento em que tudo para, vem o silencio do desenho, e você pensa e sente.
 
   Brás de Oliva Domingos é um "milagrinho", como sua mãe
 dizia, por nascer numa noite de blecaute, e logo em seguida trazer a luz de volta a cidade. ele brilharia, dizia a mãe. O Brás adulto tenta se tornar seu próprio milagre, em meio a obituários que ele escreve, tenta definir a vida mais do que uma lista de desconhecidos, ele quer mais, quer seguir os passos do pai, um escritor de sucesso, e dar para si mesmo o sentimento de que está no lugar certo, de que viveu como se deveria ter vivido. mas enquanto ele não descobre isso, a HQ nos mostra como a morte poderia ter o visitado, em cada maneira diferente, em cada lugar... seja correndo em busca de seu amor a primeira vista; seja valorizando a amizade; seja envelhecendo, como tantos outros por aí.
Esse aspecto da narrativa é o mais interessante de tudo em Daytripper, o fato de que
qualquer um desses destinos seria plausível, seria conclusivo e seria belo. é fácil escrever sobre a morte, Brás diz, mas muito mais difícil escrever sobre como é a
vida. ainda assim as duas andam de mãos dadas o tempo todo e uma não existe sem a outra.
   Fábio Moon e Gabriel Bá, são meus autores preferidos em se tratando de histórias humanas, e lembram bem a sensibilidade que Will Eisner ( nome que gerou o maior premio dos quadrinhos, dos quais os brasileiros ganharam varias vezes) tanto presava em suas páginas.
Para a alegria de Brás ele se encontra, encontra sua alma de escritor, se encontra. e ele, ao fim dos seus dias, também deseja que você consiga também. 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

S.r Ardiloso Cortês

 
Conheci esse livro por acaso, escondidinho numa partilheira na seção de usados em uma livraria no centro. como estava com pouco dinheiro, e havia gostado da capa, e da ideia básica da história eu levei.
   A pare mais legal de senhor ardiloso Cortês é o próprio Ardiloso Cortês: ele é um detetive mago, que é um esqueleto vivo. exatamente. não faz o menor sentido, e tamanha loucura só deixa as coisas mais interessantes.
   Na história, o mundo é mágico, ou seja, a magia existe, em meio a todos, mas de forma escondida; este mundo era governado por seres divinos considerados deuses, os Sem Rosto, cansados da tirania, seus sacerdotes resolveram bani-los com uma arma que construíram. essa arma foi chamada de cetro e os sacerdotes de os antigos. mas agora o que era considerado historinhas está sendo bastante considerado por um certo mago do mal, que quer usar o cetro para seus atos malignos.
   Tá... a história não teve nada de surpreendente, mas Stephanie, uma garota de 12 anos acaba entrando neste mundo depois que seu tio, que era um escritor morre, mas ela acha que não foi uma morte natural e sim um assassinato, na partilha dos bens durante o estamento, ela conhece um homem muito estranho, magro, de cachecol e ternos, e um cabelo e óculos, mesmo em dia de sol. era ardiloso, que era um velho amigo do tio de Stephanie e que também desconfia de que as coisas são mais tenebrosas do que parecem..
   O livro é bem legal, embora, como eu tenha dito, não é uma história espetacular, o humor nela empregado é o que dá o verdadeiro tom da história. ardiloso é carismático, sagaz, alem de ser estiloso, afinal, um esqueleto que solta chamas pelas mãos e usa um chapéu, é bem estiloso.
   Se você não entendeu o porque dele ter um nome assim estranho, é oura parte interessante da história.
no mundo onde o livro se passa, os magos podem controlar as pessoas e atingirem-na sabendo os seus nomes, entretanto há três nomes que uma pessoa tem: O seu verdadeiro nome, que é desconhecido, e ninguém além da própria pessoa pode descobrir; o nome que lhe foi dado ao nascer, ou seja, o que está em seus documentos, e o nome que você escolhe, que é a defesa que os magos criam para evitar serem atingidos por magias do tipo, para se protegerem, e, porque não, para terem uma alcunha mais que descolada  ;-) nomes como Porcelana Tristesa, Serpênteo, Medonho e Senhor Êxtase são só alguns deles...
   Descobri que o livro tem continuações, mais 4 volumes. quem sabe eu não os compre num futuro, e saber a que fim levarão as aventuras da garota Stephanie e do sagaz ardiloso cortês

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Foo Figthers - Live At Wembley Stadium

   

Eu sei que parece um pouco estranho resenhar um show de rock kk, mas como os posts da categoria de música andam meio parados, resolvi escrever isso mesmo assim, fora que esse show é foda pra casacoooo!!
   Pra quem não sabe o Wembley Stadium é um estádio ( ah vá!) e o Foo Fighters se apresentou lá em 2008 pra quase 80.000 pessoas! Vish, publico grande e com rasão, porque essa banda é boa demais, e eu falo isso porque sou fã deles, se deu pra perceber. e eu confeço que não sabia que a banda tinha tanta capacidade e tanta versatilidade em palco, mesmo tendo todos os álbuns deles. durante o show várias musicas são intercaladas, algumas do album lançado até a data ( Echoes, Silence, Patience And Grace) com uma abertura sensacional de "The Pretender" ; do álbum anterior a este, o variado " In Your Honor", e algumas das musicas mais marcantes da banda nos últimos álbuns, desde "The ColourAnd The Shape"; "Theres Nothin Left To Lose"; e músicas inclusive dos tempos do Nirvana, como a mais que especial ( porque pra mim é tipo a minha preferida do Nirvana, junto de About a Girl acústica) Marigold.
   Mas o melhor de tudo no show são os momentos de enrolação entre as músicas kkk quando eles prorrogam e interrompem as músicas para solos de guitarras e baterias, e modificações no arranjo da música, sensacional também a participação dos lendários baixista e guitarrista do Led Zeppelin, John Paul Jones e Jimy Page, respectivamente. isso só prova o quanto Dave Groh é apreciado no mundo do rock, criando parcerias com quase todas as grandes bandas das últimas décadas, Dave não para nunca! 
resumindo esse show é lendário, e fico contente de ter incluido ele na minha coleção, altamente recomendado.

Ps: acho que não deve ser dificil achar ele nas americanas, ou em sites como o Submarino
Ps2: muito legal a equipe adicional da banda, a violinista (linda e talentosa u.u) alem de pianistas, e o faz tudo kk que não lembro o nome mas que dá um solo de triângulo, triângulo, e o povo fica louco kk. muito divertido.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Cidades de Papel - John Green

Qual a pessoa que você vê quando olha? Você a enxerga como ela é de verdade?
Esse é, por assim dizer, o tema principal de cidades de papel, livro de John Green, o badalado autor do badalado a culpa é das estrelas ( que por acaso ainda não tive a oportunidade de ler).
Quentin Jacobsen tinha uma certa amizade com Margo Roth Spiegelman, costumavam brincar juntos e explorar por ai, até certo dia, quando eles encontraram um homem caído, morto.      Depois daquilo as coisas meio que haviam mudado, e cada um foi para o seu lado, na adolescência quentinha ainda estuda na mesma escola que margo. Mas agora a garota, descolada e popular, típica líder de grupinhos e festas a fins não mais participa da vida de Quentin, que a vê agora como um objeto de admiração, impalpável e inatingível. A rainha da escola, Margo. Ainda assim ele desejaria que eles voltassem a se reconhecer um ao outro e quem sabe os dois não pudessem ficar juntos.
Numa noite estranha, margo aparece na janela dele e o chama para dirigir o carro numa serie de atividades estranhas, como arrancar a sobrancelha de um garoto, ou jogar um peixe dentro do carro de uma ex-amiga, e visitar o Sea World no meio da noite. Margo era assim, imprevisível e aos olhos do personagem, adoravelmente excêntrica. Quando Quentin achava que as coisas entre eles mudariam depois daquela note, margo some, não vai mais a escola, simplesmente saiu de casa sem dar explicação alguma; até para os pais dela aquilo era normal pois a garota costumava fugir e voltar em alguns dias, mas Quentin achava que dessa vez era diferente e que talvez ela não pudesse mais voltar. Mas ao que parecia, a garota havia deixado pistas misteriosas, que levariam aonde ela está, e somente Q poderia acha-la. Junto de seus dois amigos radar e bem eles investigam e visitam lugares por onde a garota poderia ter passado, numa busca para encontrar sua paixão.
 O livro não pareceu me empolgar tanto, o que foi um pouco estranho no começo, mas depois que eu peguei o jeito, a historia foi ficando mais interessante. O protagonista nem me instigo tanto assim, pois parecia um garoto comum demais, margo por outro lado me entediou pelo fato de ser excêntrica demais, típica garota que quer chamar a atenção, por isso eu me interessei bem mais pelos personagens secundários e sua relação com Q, como seus dois amigos Radar (que vive reclamando que seus pais tem e ostentam uma enorme coleção de Papais Noéis negros, kkk) Bem, mais engraçado ainda me tirou algumas belas gargalhadas, principalmente nos perrengues finais do livro, quando ele, Quentin, radar e Lacey ( amiga de Margo, que começa a ficar com Bem) se juntam em uma jornada final numa van... Esses capítulos finais e engraçados que fizeram o livro valer, a viagem em si, como dizem é bem melhor do que a chegada. No final de tudo, coisas são esclarecidas, algumas meio previsíveis para mim, mas mostradas em alguns aspectos não esperados, o que torna os motivos da garota mais profundos e bem menos vagos do que a principio eu achava. Margo se sentia mal onde vivia, No fim de tudo, quando agente fecha o livro e fica com amente em silencio, se percebe o que John Green queria dizer com tudo aquilo. As coisas que vemos, o modo como podemos enxergar uma pessoa pode não ser o modo como a pessoa se enxerga, ou de fato como ela é. Vemos versões de pessoas, da forma como nos agrada, reflexos errados, como dito no livro, depois que um barco se quebra é que é possível ver a luz que o atravessa, e  entender como ele realmente é de fato.
Embora tenha tido seus altos e baixos, eu gostei do livro, foi o primeiro do autor que eu li, e espero que os outros sejam igualmente bons e até melhores, pois Cidades de papel embora tenha sido lançado no Brasil depois de a culpa é das estrelas, foi escrito antes, e baseado no que venho lendo por ai, blogs a fora, a escrita do autor evoluiu a cada titulo. Surpresas melhores estão por vir para mim J


sábado, 22 de março de 2014

Juno


   O legal dos filmes considerados independentes é que eles sempre tem uma história que apesar de ser simples e humana, cativa o publico, e marca muitas vezes mais em nossos corações do que filmes de alto padrão de investimento, mas nebuloso.


   Juno é um desses filmes independentes, que no ano de 2007 surpreendeu muitos pelos seus prêmios e indicações, mas completamente merecido.






 história, Juno, a adolescente maluquinha descobre-se grávida após uma transa com seu colega de colégio/parceiro de banda, o magricela Paullie Blekker, ela conta a seus pais, ao garoto e a sua melhor amiga, mas toma a decisão de não ter o bebê, não abortá-lo, mas entrega-lo para adoção por um casal que ela encontrou nos classificados de um jornal) estavam tentando a cinco anos ter um filho sem sucesso, tendo agora em Juno a esperança de realizar seus sonhos, (mais precisamente, o sonho desesperado da futura mãe adotiva). A partir de então o filme é uma série de sacadas bem feitas, piadas engraçadas, principalmente da adolescente, que é esperta e bem sarcástica, mas não só de risadas se é feito o filme, existem momentos que são de chorar, sinceramente, e eu chorei mesmo kk, outros pontos positivos são os atores. Cada personagem serve de base para a história, nenhum é descartável ou serve de peso morto, pois cada um tem um carisma próprio que sustenta o elenco de coadjuvantes, e eu diria que bons coadjuvantes são tão importantes, ou mais, que o próprio protagonista.



   Nunca é fácil ser mãe, passar por coisas que nós homens não entendemos, ter a barriga crescendo e crescendo, cólicas, dores e enjoos, imagina, como é para uma garota do ensino médio, que não saca quase nada a não ser o rock da década de setenta? Mas Juno passa por isso sem grandes dramas, alguns aqui e outros ali, mas o fato é que ela embora, como ela diz “estou resolvendo problemas muito além da minha maturidade”, acaba resolvendo as coisas da melhor maneira possível a ela. É um filme muito bem mesmo.
   Outro aspecto legalzissimo ( eu sei que essa palavra não existe, dane-se) é a trilha sonora, cheia de musica Folk ( acho que é Folk, pelos vocais básicos e a gaita) musicas simples, mas que não sai da nossa cabecinha pela simpatia, aproveitem a sena dos créditos de abertura, onde uma musica muito legal divide espaço com uma espécie de animação, feita de fotografias continuas da garota caminhando e das ruas redesenhadas ( voltei e voltei várias vezes nessa parte de tão legal que é.) 




Para quem não sabe, o filme tem a mesma equipe de as vantagens de ser Invisível, de 2012, outro filme incrível, na minha humilde, mas absoluta opinião, hehe...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Edward mãos de Tesoura

 

   Eu acho que não se fazem mais filmes como antigamente. não que eu seja muito mais velho do que todos vocês, mas acho que talvez havia mais magia e delicadeza nas produções do que hoje em dia. acho que na década de noventa a crise de falta de criatividade não era tão grande como hoje em dia.
Edward mãos de Tesoura é muito lindo. é uma história doce, quase como um conto de natal ou algo relacionado, tamanho a simpatia da história.
   Edward não é um ser humano de verdade, fora criado, por um velho inventor que morava em uma mansão no topo de uma colina. seu criador acaba morrendo repentinamente antes que ele pudesse completar a sua criação, lhe dando mãos, Edward ficara inacabado, como ele mesmo dissera, com mãos de tesoura afiadas e uma solidão tão pontiaguda quanto. mas as coisas tomam um rumo diferente depois que uma vendedora de cosméticos o encontra e o leva para sua casa, ele passa a conviver com a família dela, os vizinhos curiosos e passa a ser famoso e reconhecido pelo dom que aprendera a ter. e se apaixona.
   A trilha sonora é completamente compatível com as senas mais significativas. ( minha preferida é a que ele vai a um programa de entrevistas, e é perguntado se há uma garota em seu coração. ele simplesmente olha para a câmera, e a garota, que vê TV olha também, e é como se ambos olhassem um para o outro por alguns instantes, a música mais a sena derrete qualquer coração mais molenga rs).
no final, acho que a lição que se tem é que nem sempre somos perfeitos, mas que nos completamos quando encontramos algo de bom em nossas vidas, que fazem valer a pena a solidão até então tida.

Curiosidade: Esse foi o primeiro filme de parceria que duraria tanto: o diretor Tim Burton e  Johnny Depp.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Resenha: O Chamado do Cuco

   Roberth Galbreath, aparentemente seria um autor em ascensão, logo em seu primeiro livro estava vendendo muito bem, recebendo propostas e conquistando as boas opiniões dos jornalistas e críticos literários; entretanto uma informação vazada e a verdade fora descoberta: Galbreath era um pseudônimo de J.K Rowling, a criadora de Harry Potter, daí em diante as vendas explodiram, afinal era um livro da grande cavadora de ouro, ou seria galeões? Kk
   Entretanto O Chamado do Cuco não se sustenta pelo nome de seu autor, até porque J.K pretendia ocultar essa informação o mais que pudesse, não, o Chamado é uma história muito interessante e envolvente, quando você se propõe a se envolver.
   A trama é sobre uma modelo muito famosa, e rica, que cai do andar do hotel onde estava e morre, todos acreditavam se tratar de um suicídio, até mesmo a policia, entretanto, seu irmão crente de que havia mais coisas obscuras contrata Cormoran Strike, um ex-militar e agora detetive particular, a investigar o caso. Mas o que mais havia a se investigar? O caso da modelo fora desmembrado por jornalistas e policia por muito tempo, as informações haviam se tornado comuns, o que mais haveria de se escavar? Em duvidas, Strike aceita o caso, afinal, está com dívidas em todo o canto, e acabara de se separar de sua namorada, restando a ele dormir em seu próprio escritório e contratando secretárias temporárias, uma delas, Robin que chega a seu escritório.

   Robin sempre quisera se envolver em casos misteriosos e viu uma oportunidade ser a secretaria e participar daquele mundo sherloquiano. O livro todo é uma constante busca por detalhes, Cormoran vai atrás de qualquer pessoa que tenha passado pela vida de Lula, desde amigas modelos, seu estilista, familiares e motorista. É interessante como cada pedacinho é registrado no livro. Você não entende nada, aonde tudo isso vai dar, mas quando você lê as ultimas páginas, você percebe que cada entrevista valeu a pena. Essa é o trunfo dos livros policiais, mesmo oferecendo as pistas, os suspeitos e tudo o mais, você não consegue identificar alguém especialmente suspeito, e quando o faz, sua ideia estava completamente errada, é frustrante, mas divertido ao mesmo tempo kk. J.K soube escrever uma boa história de detetive, com tudo o que deveria ter. começou muito bem, e uma continuação já está garantida e deve ser lançada daqui a alguns meses. Valeu a pena ter comprado.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

As Vantagens de ser invisível (livro)

 
 Quando eu comprei esse livro eu não tinha lá grandes expectativas, talvez seja esse o segredo: não ir com sede demais ao pote. não que eu não houvesse me interessado, mas é que segundo várias resenhas literárias em blogs e vlo
gs por ai, falavam bem, mas não tão bem assim. quando eu comecei a ler achei o mesmo. a história parecia simples demais, o personagem parecia uma criança, que chorava por qualquer coisa, talvez fosse grande coisa para o Charlie, afinal, levando em conta tudo, talvez eu pudesse entende-lo melhor, depois de alguns capítulos eu comecei a entrar no clima da história e me divertir e me entristecer mais.
Charlie é um rapaz sem muitos amigos, aliás, nenhum; seu único amigo havia cometido suicídio no verão anterior e agora, nas novas aulas, em fim no ensino médio, ele pretende mudar as coisas. lá ele conhece Sam e Patrick e se tornam amigos, meu personagem favorito é o Patrick, ele é engraçado demais e ao mesmo tempo ferido, pela situação em que passa por amar outro cara que infelizmente tem problemas para assumir isso. todos os personagens, ao menos os principais, passam por alguma coisa ruim, o que não torna uma história de adolescentes sofredores, Sam e Charlie sofreram do mesmo trauma, o abuso sexual, nem sempre percebido por eles mesmos, e no final você se choca, para quem não conhece a história (diferente de mim) mesmo eu que já conhecia, tive uma reação que eu não esperava ter. é ótimo quando você entende a mensagem que um autor quer passar, por fora das senas, dos atores, das palavras, quando você entende , depois de cavar, e desviar-se de toda a distração, do que realmente tem o significado daquilo tudo. E eu tive o esclarecimento.
   É um livro sobre aceitação, seguir em frente, não necessariamente por vontade própria. é algo maior do que o que acontece com o personagem, ou qual personagem você deve odiar ou não. não existe vilão, é algo hereditário. as pessoas as vezes são resultados das dores que tiveram ao longo da vida. os abusos que Charlie sofreu são resultados da perturbação dos abusos que sua tia sofreu em um dado momento; um primo de Charlie que se torna alcoólatra por ver seu pai beber o tempo todo; outro que nunca tocará em um copo com bebida... o fato é que o livro é uma mensagem, sobre que tipo de pessoa você pode se tornar quando passa por algo, você pode aprender com isso e fazer diferente, superar, ou pode carregar isso, como uma maldição triste e conviver com ela.
   Charlie conseguiu, amigos, pessoas que o fizessem se sentir novo, especial, ele conseguiu, ele se sentiu livre feliz, pode seguir em frente, pois ama e é amado, porque se sente infinito.


Ps: Eu gostei do livro, mas acho que o filme me conquistou mais, por isso prefiro o filme, e isso é um grande elogio, em vista que nem sempre os filmes são melhores que suas versões originais.

Ps 2: vale a pena procurar as músicas que o Charlie curte, como a preferida dele Asleep da banda The Smiths, que é linda, e quem sabe, os livros que ele lê ao longo da história também.




quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Esperança

   Eu fiquei de escrever uma resenha para este livro, já que já tinha postado no blog textos, sobre o primeiro e segundo livro da trilogia. Eu terminei A Esperança na noite de natal, pois tinha que terminar, já estava enrolando demais kk.
   Eu gostei, talvez não tenha me dado o mesmo impacto que os outros dois, porque eu li esse de forma fragmentada, com distancias de tempo, e leitura interrompida, por um outro livro, mas gostei.
aqui as coisas estão intensas, Katniss antes tinha que sobreviver num jogo fechado e cruel, mas a guerra é mais cruel, e mostra-se mais cruel que os próprios Jogos Vorazes, alguns segredos interessantes sobre Snow são revelados e novamente aquele dilema sobre quem a garota em chamas deve ficar ao final da história, Peeta ou Gale? Ah, odeio triângulos amorosos, sério. Não porque não sei me decidir por quem eu devo torcer, mas porque acho bobo alguém se sujeitar a fazer parte de algo do tipo ( o amor deveria ser algo onde não há dúvidas, se há dúvidas, não existe amor) mas com a garota é tudo mais complicado, Katnis sendo uma moça que teve que sobreviver e sustentar a sobrevivência da própria família, ela é uma garota "seca" e prática, se isso é bom ou não vai do seu gosto pessoal do que é interessante numa protagonista.
   Acho que a coisa mais complicada na série é assimilar as características dos personagens e dos objetos, tecnologias e equipamentos ( tem horas que eu tinha que ler, reler e tentar criar uma imagem plausível na minha cabeça para os bestantes, e para outras coisas, e aparências excêntricas de alguns) talvez seja um dos defeitozinhos ao ler a trilogia. sem querer eu tinha descoberto rasamente o rumo final da história, mas isso não atrapalhou a surpresa final, finalmente a protagonista, mesmo sendo feita de boba, manipulada e se deixando manipular, finalmente pegou as rédeas bem no finalzinho.
o que podemos compor de tudo isso é que por maiores esforços que a capital e os rebeldes façam, ambos querendo manter seu conforto, ou estabelecer nova ordem, o fato é que ninguém realmente vence, as perdas de uma guerra tornam ela muito menos gloriosa do que pode parecer, e você muda com ela, muda mesmo. as vezes resta apenas varrer as cinzas e sobreviver novamente, não como era antes, mais cruel,mas ainda assim, uma luta pelo futuro.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Uma sacola ao vento

Cooper Union Stock Photo   Há pessoas que acreditam que existem coisas nesse mundo que não podem ser necessariamente explicadas, e que embora não tenham um significado científico, possam ter um significado além deste mundo. Outros apenas acreditam em coincidências e meros acasos produzidos pelo caos total. sinceramente eu mesmo não sei, embora seja um homem da ciência, acho também que certas coisas podem ir além também.
alguns dias atrás ( mais de um mês) um fato interessante e curioso aconteceu comigo. Vocês já ouviram falar naquelas histórias de sacolas voadoras? tipo aquela do filme Beleza Americana?
Bom, no filme existe uma cena onde um personagem mostra um vídeo para uma garota, e nesse vídeo há uma sacola voando em uma calçada, o vento gira e gira ela, dando voltas e voltas e levando folhas ao redor, a sacola embora levanta e abaixa e quase é levada, retorna novamente ao vento, como se ele estivesse puxando-a, como se a sacola, ou vento, ou os dois estivessem brincando, dizendo "Olá, olhe para mim. Estou aqui." de fato ovídeo no filme é real, o próprio diretor do longa-metragem filmou esse fato e resolveu introduzir sua gravação em uma das senas por achar que cabia na situação. relacionada a todo o significado e a mensagem contida em "Beleza Americana" o vídeo emociona, e para os mais frágeis, faz chorar, graças a trilha linda.
   Pois bem, em um desses dias aconteceu basicamente o mesmo comigo. eu estava no banheiro do meu trabalho, o box estava aberto, mas não tinha nenhum vento que explicasse a situação. uma sacolinha de plástico começou a rodopiar no chão sem motivo algum aparente. imediatamente lembrando-me da sena eu liguei a filmadora do meu celular e filmei o vídeo. Para a maioria das pessoas isso pode não significa nada. mas, talvez eu quisesse acreditar que aquilo fosse mais do que um plastico girando e girando, queria acreditar que fosse algo maior. uma mensagem, algo que dissesse que há mais coisas que não podemos compreender totalmente, que talvez as coisas estejam interligadas, por algo maior, uma conexão com o mundo, como se houvesse mais vida do que aquela que enxergamos, que ouvimos a respiração ou o suor.        Coisas belas, pois podemos encontrar um significado e uma beleza, nas coisas mais comuns, se soubermos enxergar. Mesmo que seja a beleza de um singelo pedaço de plastico na briza.

trecho do filme ( que por acaso, é uma das minhas preferidas)